Cuidados na hora de tentar economizar combustível

Pará perde 15 mil empregos neste ano

24 de Junho de 2009 às 10:58 admin  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 85

O balanço efetuado pelo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese) sobre emprego formal no Estado mostra que o índice de desemprego aumenta pelo quinto mês consecutivo no Pará, com perde de quase 15 mil postos de trabalho. Com 19.953 desligamentos contra 19.271 admissões feitas durante todo o mês de maio, a perda foi de 682 postos de trabalho, gerando um decréscimo de 0,31% no setor formal da economia.

Os dados são divergentes se comparados aos do ano passado, quando, no mesmo período, o saldo foi positivo de 2.050, com 21.996 admissões contra 19.946 desligamentos - crescimento de 0,4%. O maior retrocesso na geração de empregos foi novamente no setor da indústria de transformação, que em maio deste ano sofreu queda de 0,66%, seguida da indústria de construção civil, que recuou 0,62%, e do setor da agropecuária, com a diminuição de 0,15% na geração dos postos de trabalho.

Além do Pará, o balanço a respeito do comportamento do emprego também foi feito em outros Estados da região Norte, para analisar a oscilação nos postos de trabalho. Apenas três Estados nortistas apresentaram saldos negativos de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, foram esses: o Pará, o Amazonas e o Amapá. Os outros, que constituem a maioria da região, apresentaram o aumento.

CONSTRUÇÃO

No ranking, Rondônia ficou em primeiro lugar, obtendo o melhor desempenho com o crescimento de 3,08% e saldo positivo de 5.361 empregos formais, seguido do Acre, que registrou crescimento de 0,79% e saldo positivo de 443 postos. O Pará ficou em ultimo lugar na lista, contabilizando o saldo negativo de 682 postos de trabalho.

A pesquisa feita nos cinco primeiros meses do ano revela saldo negativo em mais de 14 mil postos de trabalho, com 93.840 admissões contra 108.324 desligamentos em todo o Estado, operando decréscimo de 2,62% postos. Nesse mesmo período no ano passado foram feitas 255.683 admissões contra 229.957 desligamentos, produzindo saldo positivo de 25.726 empregos formais desde a crise.

O setor da construção civil foi o que sofreu o maior impacto com perda de postos de trabalho formal, queda de 13,94%, seguido da indústria de transformação, com diminuição de 6,26%, agropecuária, com recuo de 2,36%, e o setor do comércio, com queda de 1,17% na geração de empregos formais. Este ano também foram analisados os demais Estados da região Norte. No balanço entre admitidos e desligados, dos sete Estados, a maioria apresentou saldos positivos de emprego.

RETRAÇÃO

Novamente, o Estado de Rondônia obteve o melhor desempenho com crescimento de 6,81% e saldo positivo de 11.392 empregos formais, seguido de Tocantins com crescimento de 1,58% e saldo positivo de 1.691 postos. O pior desempenho ficou com o Amazonas com perda de 15.159 postos e decréscimo de 4,32%, seguido do estado do Pará com decréscimo de 6,62% e saldo negativo de 14.484 postos de trabalho.

Em toda a região Norte foram feitas nos primeiros cinco meses de 2009 245.949 admissões contra 261.657 desligamentos gerando saldo negativo de 15.708 empregos formais, com decréscimo de 1,19% nos postos de trabalho. Os impactos causados pela crise econômica fizeram com que a economia do Estado do Pará extinguisse 26 mil postos de trabalhos formais em apenas seis meses.

O setor que mais sofreu reflexo da crise foi o da construção civil com a perda de dez mil postos de trabalho, seguido da indústria de transformação com a diminuição de 8,6 mil postos, o setor do comércio com saldo negativo de 3,2 mil postos e do setor da agropecuária com a perda de três mil postos.

O mercado formal de trabalho brasileiro registrou em maio saldo líquido (diferença entre admissões e dispensas) de 131.557 postos, o melhor desempenho mensal do ano. Também foi o quarto mês consecutivo de crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) - pela primeira vez desde o agravamento da crise no fim do ano passado - foi positivo em todos os setores da economia e em todas as regiões do País.

Apesar disso, o País ainda não conseguiu recuperar todas as vagas eliminadas pelas turbulências internacionais. Do total de 797.515 empregos fechados entre novembro e janeiro, foram recuperadas nos quatro meses subsequentes 281.759 vagas. Em maio de 2008, haviam sido criados 202.984 postos de trabalho.

Fonte: O Liberal

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