Arquivo de Junho de 2009

Pará perde 15 mil empregos neste ano

O balanço efetuado pelo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese) sobre emprego formal no Estado mostra que o índice de desemprego aumenta pelo quinto mês consecutivo no Pará, com perde de quase 15 mil postos de trabalho. Com 19.953 desligamentos contra 19.271 admissões feitas durante todo o mês de maio, a perda foi de 682 postos de trabalho, gerando um decréscimo de 0,31% no setor formal da economia.

Os dados são divergentes se comparados aos do ano passado, quando, no mesmo período, o saldo foi positivo de 2.050, com 21.996 admissões contra 19.946 desligamentos - crescimento de 0,4%. O maior retrocesso na geração de empregos foi novamente no setor da indústria de transformação, que em maio deste ano sofreu queda de 0,66%, seguida da indústria de construção civil, que recuou 0,62%, e do setor da agropecuária, com a diminuição de 0,15% na geração dos postos de trabalho.

Além do Pará, o balanço a respeito do comportamento do emprego também foi feito em outros Estados da região Norte, para analisar a oscilação nos postos de trabalho. Apenas três Estados nortistas apresentaram saldos negativos de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, foram esses: o Pará, o Amazonas e o Amapá. Os outros, que constituem a maioria da região, apresentaram o aumento.

CONSTRUÇÃO

No ranking, Rondônia ficou em primeiro lugar, obtendo o melhor desempenho com o crescimento de 3,08% e saldo positivo de 5.361 empregos formais, seguido do Acre, que registrou crescimento de 0,79% e saldo positivo de 443 postos. O Pará ficou em ultimo lugar na lista, contabilizando o saldo negativo de 682 postos de trabalho.

A pesquisa feita nos cinco primeiros meses do ano revela saldo negativo em mais de 14 mil postos de trabalho, com 93.840 admissões contra 108.324 desligamentos em todo o Estado, operando decréscimo de 2,62% postos. Nesse mesmo período no ano passado foram feitas 255.683 admissões contra 229.957 desligamentos, produzindo saldo positivo de 25.726 empregos formais desde a crise.

O setor da construção civil foi o que sofreu o maior impacto com perda de postos de trabalho formal, queda de 13,94%, seguido da indústria de transformação, com diminuição de 6,26%, agropecuária, com recuo de 2,36%, e o setor do comércio, com queda de 1,17% na geração de empregos formais. Este ano também foram analisados os demais Estados da região Norte. No balanço entre admitidos e desligados, dos sete Estados, a maioria apresentou saldos positivos de emprego.

RETRAÇÃO

Novamente, o Estado de Rondônia obteve o melhor desempenho com crescimento de 6,81% e saldo positivo de 11.392 empregos formais, seguido de Tocantins com crescimento de 1,58% e saldo positivo de 1.691 postos. O pior desempenho ficou com o Amazonas com perda de 15.159 postos e decréscimo de 4,32%, seguido do estado do Pará com decréscimo de 6,62% e saldo negativo de 14.484 postos de trabalho.

Em toda a região Norte foram feitas nos primeiros cinco meses de 2009 245.949 admissões contra 261.657 desligamentos gerando saldo negativo de 15.708 empregos formais, com decréscimo de 1,19% nos postos de trabalho. Os impactos causados pela crise econômica fizeram com que a economia do Estado do Pará extinguisse 26 mil postos de trabalhos formais em apenas seis meses.

O setor que mais sofreu reflexo da crise foi o da construção civil com a perda de dez mil postos de trabalho, seguido da indústria de transformação com a diminuição de 8,6 mil postos, o setor do comércio com saldo negativo de 3,2 mil postos e do setor da agropecuária com a perda de três mil postos.

O mercado formal de trabalho brasileiro registrou em maio saldo líquido (diferença entre admissões e dispensas) de 131.557 postos, o melhor desempenho mensal do ano. Também foi o quarto mês consecutivo de crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) - pela primeira vez desde o agravamento da crise no fim do ano passado - foi positivo em todos os setores da economia e em todas as regiões do País.

Apesar disso, o País ainda não conseguiu recuperar todas as vagas eliminadas pelas turbulências internacionais. Do total de 797.515 empregos fechados entre novembro e janeiro, foram recuperadas nos quatro meses subsequentes 281.759 vagas. Em maio de 2008, haviam sido criados 202.984 postos de trabalho.

Fonte: O Liberal

Adicionar comentário 24 de Junho de 2009 às 10:58 admin

Cuidados na hora de tentar economizar combustível

Andar com os pneus cheios, fechar todos os vidros do carro, evitar acelerar demais. Muitas das sugestões para economizar combustível podem representar riscos ao motorista. Especialistas advertem para os cuidados necessários. Mais informações em UOL Economia http://economia.uol.com.br/

Fonte: TV UOL

Adicionar comentário 23 de Junho de 2009 às 12:50 admin

Desemprego fica estável em 15,3% em maio, aponta Dieese; renda sobe

YGOR SALLES
da Folha Online

A taxa de desemprego ficou estável em 15,3% em maio, após três meses consecutivos de alta, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira.

O contingente de desempregados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas –Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo– no mês passado foi estimado em 3,298 milhões de pessoas, 41 mil a mais do que no mês anterior. A criação de vagas foi de 81 mil, porém insuficiente para absorver a entrada de 97 mil pessoas no mercado de trabalho.

Já o nível de ocupação no país cresceu 0,5%. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17,096 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa), em 21,192 milhões.

Em São Paulo, a taxa de desemprego ficou em 14,8% em maio, ante 15% de abril, sendo que o contingente de desempregados estimado foi de 1,564 milhão de pessoas, 4.000 a menos do que o mês anterior.

Em Belo Horizonte, a taxa foi de 10,8% para 11%; no Distrito Federal foi de 17,5% para 17%; em Porto Alegre foi de 12,1% para 12,6%; no Recife foi de 20,7% para 20,4%, e em Salvador, foi de 20,5% para 21,6%.

Setores e renda

Entre os principais setores de atividade, o nível de ocupação cresceu em serviços (alta de 0,6%), na construção civil (+1,8%), outros setores (+0,8%) e comércio (+0,2%). A indústria viu queda de 0,6%.

Em abril, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados teve alta de 0,3% e passou a valer R$ 1.210, enquanto o dos assalariados subiu 1%, para R$ 1.288. Em São Paulo, o rendimento médio real dos ocupados avançou 0,9%, indo para R$ 1.253, e o dos assalariados subiu 1,6%, para R$ 1.312.

Fonte: Folha Online

Adicionar comentário às 12:36 admin


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