Novo salário deve injetar R$ 750 milhões na economia paraense
2 de Fevereiro de 2009 às 11:34 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 107
A partir deste domingo (1º) entra em vigor o novo salário mínimo, que passa de R$ 415 para R$ 465, o que representa um um reajuste de 12,05%. Mas o impacto da mudança no bolso do trabalhador só acontecerá em março, quando trabalhadores da ativa e aposentados receberão os salários e benefícios referentes ao mês de fevereiro.
De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), com o novo valor de R$ 465, o mínimo apresenta um ganho real de cerca de 6%, o maior desde de 2006, quando o aumento foi de 13,04%. Em 2008 o salário sofreu aumento de 9,21%. A inflação foi de 4,98% e o ganho real foi de 4%.
Na região Norte, o investimento na economia será de R$ 1,4 bilhão, segundo estimativas do Dieese. Deste total de recursos, pouco mais da metade (cerca de R$ 750 milhões) devem ser injetados na economia paraense nos próximos 12 meses, uma média de R$ 62,5 milhões ao mês. ‘Uma quantidade expressiva destes valores deverão ser direcionados para o consumo’, avalia Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese.
Pesquisas do Dieese mostram que, das 3,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,1 milhão recebem como remuneração máxima um salário mínimo. Deste total, a maioria é de homens, cerca de 613 mil pessoas. Com a elevação do salário mínimo, o ganho real acumulado no período de abril de 2002 até fevereiro de 2009 deve alcançar cerca de 45%. No mesmo período, nominalmente, o salário mínimo teve um reajuste de 132% contra uma inflação de cerca de 60% (INPC/IBGE). ‘Mesmo assim o consumidor ainda continua comprando pouca coisa’, afirmou Sena.
Em dezembro de 2008 a cesta básica dos paraenses custava R$ 199,05 e comprometeu cerca de 52% do salário mínimo atual (R$ 415). ‘Com o novo valor, o impacto deverá diminuir um pouco, mas não o bastante para que o mínimo atenda os preceitos constitucionais, onde o trabalhador pudesse ter o direito a habitação, vestuário, transporte, educação, alimentação, lazer, etc’, lamentou Sena. Segundo cálculos do Dieese, este salário constitucional deveria ser R$ 2.141.
Novo salário - O acordo fechado entre as Centrais Sindicais, com apoio técnico do Dieese e Governo Federal, mudou as datas de reajustes do salário mínimo, que nos últimos anos oscilou entre maio e abril. Pelo acordo, em 2009, o mínimo será reajustado a partir de 1º de fevereiro e em 2010, a partir de 1º de janeiro.
A base para o reajuste também foi acordada entre o Governo e as Centrais Sindicais desde o ano passado. Os reajustes do salário mínimo levaram em conta sempre a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos passados, mais a inflação acumulada dos últimos 12 meses. O PIB do ano de 2007 ficou em torno de 5,70% e a variação estimada da inflação do período de março de 2008 a janeiro de 2009 está estimada em torno de 6%.
Redação Portal ORM
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