Arquivo de 7 de Novembro de 2008

Maus hábitos afetam a saúde dos paraenses

Para muitos nutricionistas, a região Norte tem à disposição uma variedade imensa de frutas e legumes e, mesmo assim, o Pará é considerado o Estado que menos aproveita esses alimentos.

A nutricionista Raquel Assunção Botelho, professora da Universidade de Brasília (UnB), afirma que o Norte se alimenta de frutas sim. O que preocupa é a forma como esses alimentos são aproveitados. “No Norte, existem muitos frutos típicos da região que poderiam enriquecer o cardápio com seus nutrientes. Mas, ao invés disso, muitas pessoas substituem as frutas ou seu suco, por sorvetes de fruta, sobremesas, etc”.

Por conta da má alimentação, o Estado apresenta um quadro preocupante de distúrbios alimentares. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), 45% da população está acima do peso saudável e desse total, 14% são crianças. Além dos distúrbios, doenças como hipertensão, osteoporose e tipos de câncer, crescem no Estado por hábitos alimentares inadequados. Segundo dados da Rede Paraense de Controle ao Câncer (RPCC), 35% dos tipos de câncer diagnosticados no Pará, são decorrentes da má alimentação.

Algumas iniciativas têm sido realizadas com o objetivo de reverter esse quadro. Criados em 1994, os Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição (Cecan’s) surgiram através de uma parceria entre conhecimento científico das Universidades e Área Técnica de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde. Na região Norte, o Cecan localiza-se em Belém, na UFPA, e presta apoio às Coordenações Estaduais de Alimentação e Nutrição da região Norte, que são localizadas em: Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e Pará.

Recentemente, o Cecan promoveu uma Oficina de Alimentos Regionais. A oficina, que aconteceu nos dias 30 e 31 de outubro, teve o objetivo de aprovar receitas regionais para a publicação da segunda edição do livro “Alimentos Regionais Brasileiros”, do Ministério da Saúde. (Diário do Pará)

Adicionar comentário 7 de Novembro de 2008 às 13:17 admin

Emprego no Pará cresce mais 7%

BELÉM (PA) - No Pará, em 2007, segundo dados do Ministério do Trabalho, o emprego formal cresceu 7,79% com a criação de quase 60 mil novos postos de trabalho, o que representa cerca de 35% de todos os postos gerados na região Norte.

Os números são baseados nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/2007). A Rais é um registro administrativo com declaração anual e obrigatória para todos os estabelecimentos existentes no território nacional. As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados celetistas, estatutários, avulsos, temporários, dentre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação, nacionalidade e informações dos estabelecimentos relativos à atividade econômica, dentre outros.

Na análise por região efetuada pelo Dieese com base na Rais, pode-se observar o grande contraste entre as várias regiões do país.

A região Norte foi a que apresentou a maior variação em termos de crescimento de empregos em 2007, mas foi a que obteve a menor fatia do total de postos de trabalho do país.

A maior fatia dos 2,452 milhões de postos de trabalho gerados no Brasil com a região Sudeste e a menor, com a região Norte. O Sudeste gerou 1,392 milhão de postos de trabalho (56,7%), seguido do Nordeste com 381,9 mil postos; Sul com 332,1 mil postos; CentroOeste com 183,3 mil postos e Norte com 162,5 mil postos. Em termos de variação por região, a maior ficou com o Norte (9,07%); seguida do Sudeste (7,68%); CentroOeste (6,39%); do Nordeste (6,17%) e do Sul (5,38%).

Na análise do Dieese, com base na Rais/2007, o destaque maior foi o Estado do Pará, com a geração de 57.550 postos de trabalho; seguido do Amazonas (43.356); Rondônia (17.990); Tocantins (17.808); Amapá (10.381); Roraima (9.004) e do Acre (6.426). “Em 2007, em todo Norte, foram gerados 162.515 novos postos de trabalho.

Destes, cerca de 35% foram produzidos no Pará (57.550)”, diz Sena.

Segundo os dados da Rais analisados pelo Dieese no ano passado, a remuneração real média dos trabalhadores no Pará aumentou cerca de 2,74 %.

Em dezembro/2007 as mulheres tiveram uma remuneração média de R$ 1.055,19 com um crescimento de 3,49%; e os homens tiveram uma remuneração média de R$ 1.105,34. (Luis Flávio/Diário do Pará)

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