Arquivo de 9 de Setembro de 2008
BRASÍLIA (DF)- O mérito do Plano Real foi ter sido democrático, com respeito à população e sem questionamentos jurídicos. Foi o que disse hoje (9) o ex-presidente da República e ex-ministro da Fazenda, na época do plano, Fernando Henrique Cardoso, em depoimento gravado, exibido no seminário de comemoração aos 200 anos do Ministério da Fazenda.
“Os planos anteriores eram tecnocráticos. Eram decididos nos gabinetes e ninguém sabia de nada e aparecia do nada no Diário Oficial. A população tomava um susto. E o maior susto foi o confisco das poupanças do tempo do presidente Collor. O sujeito tem a sensação de amanhecer mais pobre”, disse Cardoso. O evento reúne todos os ex-ministros da pasta.
“Foi um choque no espírito tecnocrático. Mas achamos melhor apostar na democracia. O Plano Real foi feito dessa forma: respeitando a população. Isso é político e pedagógico”, afirmou.
Segundo o ex-presidente, houve apenas um questionamento jurídico de questões técnicas que não tiveram resultado. Ele lembrou que esses questionamentos em planos anteriores geraram prejuízos aos cofres públicos.
Cardoso disse ainda que, na hora de definir o salário mínimo, imaginava-se que “mais uma vez o trabalhador iria pagar o preço da estabilização”. Segundo ele, não foi isso que aconteceu, mas mesmo assim houve muita oposição em relação à medida.
Ele contou que, na época, convidou representantes de movimentos sindicais para conversar sobre a proposta do governo. “No gabinete, eles concordaram comigo porque dava um aumento de salário real. Eles sabiam, mas politicamente não queriam dizer isso”, afirmou.
O ex-presidente também recordou uma conversa que disse ter, na época, com Luiz Inácio Lula da Silva e o então presidente do PT, José Dirceu. “Eles perguntaram: há algum risco do PSDB disputar com o PT a presidência da República. Eu disse que não. Eu achava que não”, afirmou. Segundo Cardoso, eles não deram apoio ao plano.
No seu relato, o primeiro problema encontrado quando era ministro da Fazenda foi organizar a equipe. “Ninguém queria trabalhar no ministério, pois acreditava-se que a inflação ia continuar, que ele [o convidado a trabalhar no ministério] próprio iria se queimar e acabar com a carreira política.
“Montar uma boa equipe não quer dizer só gente de fora do governo. Se não houver dentro da burocracia pública gente boa, que apóia também, não resolve nada. A burocracia fazendária é boa. É preciso apoiar e motivar”, disse.
Outro problema enfrentado, segundo ele, foi a moratória decretada no governo José Sarney e, por fim, convencer o Congresso que era preciso cortar 50% das despesas. “Mas tínhamos outros problemas como a memória inflacionária, pois todos aumentavam os preços achando que a inflação ia continuar.” (Agência Brasil)
Fonte: Diário do Pará
9 de Setembro de 2008 às 16:06
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O forte recuo dos preços dos alimentos em agosto levou a cesta básica a ficar mais barata em 15 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em quatro delas – Rio de Janeiro, Recife, Natal e Fortaleza - a queda foi superior a 10% na passagem de julho para agosto.
A maior queda foi observada no Recife, de 10,77%, seguida por Natal (-10,73%), Fortaleza (-10,59%) e Rio de Janeiro (-10,56%). Já as menores quedas foram registradas em Belém (-2,27%) e Brasília (-3,18%). Em São Paulo, a cesta ficou 4,35% mais barata. A única alta foi apurada em Goiânia, de 1,15%.
Apesar de os preços haverem caído 6,99% em Porto Alegre, a capital gaúcha foi mais uma vez a localidade que apresentou o maior custo para os gêneros alimentícios essenciais, com R$ 241,16. Valor praticamente igual foi apurado para a cesta de São Paulo (R$ 241,15). O terceiro maior valor foi verificado em Belo Horizonte (R$ 231,26). As cestas mais baratas foram encontradas em Recife (R$ 176,09) e Fortaleza (R$ 178,37).
Produtos
O tomate foi o destaque do mês com diminuição nas 16 capitais, com a menor retração verificada em Goiânia (-8,26%) e reduções expressivas em Natal (-60,00%), Vitória (-55,56%) e Rio de Janeiro (-53,48%).
Em 15 capitais acompanhadas o recuo no preço do tomate foi superior a 10,00%. Em comparação com agosto do ano passado, o tomate registra comportamento muito diferenciado com alta em nove localidades, chegando a 69,49%, em Goiânia e queda de até 40,74%, em Natal.
Todas as 16 cidades apresentaram redução no preço do óleo de soja. Os recuos variaram entre 2,06%, em Goiânia e 10,98%, em Aracaju. Em 12 meses, porém, o produto ainda apresenta fortes altas, que vão desde 33,09%, em Porto Alegre a 55,56% em Salvador.
A carne – produto de maior peso na cesta – também reverteu a tendência de alta que vinha ocorrendo nos meses anteriores na maioria das capitais. Em 11 dos locais pesquisados o preço recuou, sendo destaque Aracaju (-7,33%), Brasília (-6,30%), Rio de Janeiro (-4,58%) e Florianópolis (-4,20%). Apenas cinco capitais tiveram alta no preço da carne, sendo as mais significativas apuradas em Goiânia (6,23%) e Belém (3,13%). Em relação a agosto do ano passado, o produto subiu em todas as localidades com variações de 14,38%, em Porto Alegre a 47,57%, em Belo Horizonte.
Fonte: ORM
às 15:55
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O filme independente “O Verdadeiro Amor” (”Sweet Land”, EUA, 2005) chega às locadoras na quarta-feira (17), um mês e meio depois de estrear nos cinemas paulistas. Apesar de modesta, a produção cativou público e crítica –chegou a figurar nas listas de melhores de 2006 de publicações especializadas, como a “Entertainment Weekly”.
Divulgação
Produção independente “O Verdadeiro Amor” estará nas locadoras a partir de quarta (17)
Escrito e dirigido por Ali Selim, o romance se passa na zona rural de Minnesota (EUA), na década de 20. Inge (Elizabeth Reaser) é uma “noiva por correspondência” da Alemanha, que vai aos Estados Unidos para se casar com o fazendeiro Olaf (Tim Guinee).
O país norte-americano ainda sofre com as conseqüências do pós-guerra e um sentimento anti-alemão domina a comunidade, que não aprova a união. O elenco conta ainda com Ned Beatty (indicado ao Oscar por “Rede de Intrigas”), no papel de um ganancioso banqueiro.
O título que a produção ganhou no Brasil não engana, mas também não a favorece. Além de transformá-la em um filme “genérico”, passa a falsa impressão de tratar-se de um dramalhão. Não é. O romance passa longe de qualquer pieguice que este título possa sugerir.
Fonte: Folha de São Paulo
às 15:21
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O filme nacional “Linha de Passe”, que estréia nesta sexta-feira em 56 salas do país, usa o futebol para falar do jogo pela sobrevivência econômica e emocional empreendido por uma família suburbana liderada pela matriarca Cleuza, personagem de Sandra Corveloni.
Corintiana fanática e grávida pela quinta vez, Cleuza conduz a história do filme e dos filhos. O mais novo, Reginaldo (Kaíque de Jesus Santos), descobre que é filho de um motorista de ônibus e passa os dias andando nos coletivos da cidade à procura do pai. Único negro na família de brancos, sente-se deslocado. Dario (Vinícius de Oliveira) sofre para tentar passar em uma “peneira'’ (seleção de jogadores de futebol) e entrar em um clube. Dinho (José Geraldo Rodrigues) se tornou evangélico, e Dênis, o mais velho (João Baldasserini), tem um filho e trabalha como motoboy
Fonte: O Liberal
às 14:54
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O pensamento de nossos pais ao nos criarem para o mundo é que devemos vencer na vida, por isso estudamos, trabalhamos, constituimos família e principalmente lutamos muito para que esse ideal um dia possa vir sobre nós. Mas o que realmente significa vencer na vida?
Navegando pela internet e digitando no google a chave “significado de vencer”, temos uma visão geral sobre isso e muitas estão ligadas diretamente a vencer obstáculos e conseguir sucesso. Durante muito tempo tive também essa impressão, até mesmo porque fui criado nessa estrutura, para conseguir ir além do que meu pai foi, e realmente consegui ir mais além. Mas quando focamos nesse objetivo, avaliei que nunca foi o bastante para realmente dizer que era pleno, que realmente tinha vencido, até mesmo porque os obstáculos sempre aparecem com novos níveis para serem transpassado, resumindo, nunca tinha me sentido realmente vitorioso.
Lendo o livro de Esclesiastes, pude perceber que existe um abismo muito grande entre ser realmente feliz e o que penso ser felicidade, mas como assim? Quando pensamos em felicidade, geralmente estamos pensando nela como algo que devemos conquistar e para isso lutar muito para chegar a ela, mas quando lemos o autor do livro dizendo que ele se enfada de tudo isso, que isso nada mais é que correr atrás do vento. Para o autor, felicidade não é preciso fazer nada para tê-la, pois ela é presente de Deus, dado de graça, o que na verdade devemos fazer é crer e desfrutar dela.
O filme Click, protagonizado por Addam Sandler, demonstra muito bem essa realidade e que muitas vezes agimos desta forma, preocupados com o amanhã e de como podemos dar o melhor para aqueles que amamos, nossas intenções se demonstram boas, mas o foco está no lugar errado. Somos fruto de uma sociedade que nos coloca que felicidade é ter sempre mais, onde o meu carro 1.0, ano 99, de duas portas, deve ser substituido por um 2.0, ano atual, quatro portas, com som mp3, com luz shenon (acho que é assim que se escreve) e por aí vai, uma série de características que às vezes nem sabemos como usar, onde a necessidade é substituída pelo desejo e com isso lutamos para vencer o obstáculo de não ter o objeto desejado. Quando nosso foco atua sobre o conquistar aquilo que não temos, o sentimento sempre vai ser de frustração, pois sempre haverá algo que você nunca terá e assim ignoramos o que é realmente valoroso para nossas vidas.
Cristo nos falou que não devemos nos preocupar com as coisas do mundo, ao contrário, que deveríamos priorizar o reino de Deus e sua justiça e que todas as outras coisas seriam acrescentadas, mas não conforme os nossos desejos, mas conforme a nossa real necessidade e vontade de Deus Pai, nesse ponto chegamos a um novo nível de compreensão da felicidade, a da Graça imerecida, nela podemos nos alegrar constantemente, pois nela está depositada toda a ação de Deus por nós e esse agir de Deus nos convida a descansar nossas almas pesadas e fadigadas Nele como diz o Salmo 91, “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” e Mt 11.28, “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
Deus não deixa de cuidar de nós, no Sermão do Monte, Jesus fala que Deus veste os lírios do campo e eles eram mais belos que as vestes do rei Salomão e dava de comer aos passarinhos que não semeavam e nem colhiam, quanto mais a nós homens de pouca fé. Esse termo “homens de pouca fé” ilustra bem a nossa ação de correr atrás do vento e que por nossa força acabamos cansados e fadigados e não entendendo que o fardo de Cristo é leve e que ele nos dá para carregar, mas preferimos o nosso fardo pesado e grande, para nos lamentarmos de não termos um fardo mais leve para levar. Meu discipulador na fé, José Barbosa Jr. disse uma vez e nunca me esqueço, que a Graça de Deus nos ofende e que o amor de Cristo nos constrange e por isso não admitimos a idéia de que nossa vida se resume a amar e viver em Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Isso acontece porque na configuração atual que temos do mundo, o sentido é que devemos viver pra nós mesmos e isso faz de nós perdedores, pois buscamos em nós a felicidade, quando na verdade ela está em Deus e no próximo. Com isso chegamos ao texto de Paulo que diz que em TODAS AS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU. Se sou mais que vencedor, então não é por meio da minha atitude que me torna assim, mas por meio de Cristo, pois Ele é o foco de nossa vida, Ele é a razão de permanecermos vivos, se devemos correr, deve ser para seus braços de Pai amoroso e que cuida de nós INTEGRALMENTE. Esse cuidado de Deus é lindamente ilustrado nas obras dos primeiros apóstolos e cantado por nós na letra de Guilherme Kerr, “da multidão dos que creram era só um o coração e a alma uma somente, uma semente. Somente uma esperança brotando dentro da gente, nosso era o pão cada dia, nosso era o vinho, santa folia do que se parte e reparte a própria vida”. Nesse viver e repartir demonstra a verdadeira vitória dos que estão em Cristo, onde desprovidos de todo o egoísmo e alimentados pela esperança firme e a certeza das coisas que não se vêem, cresciam na graça de Cristo todos os dias e Deus lhes acrescentava mais pessoas que estavam dispostas a viver tal amor.
Muitos podem refletir dizendo que naquele tempo poderia ser mais fácil praticar esse amor, mas o coração do homem é o mesmo, desde aquele tempo até hoje, a única coisa que mudou foi a tecnologia, transporte e etc. mas os desejos dos homens continuam os mesmos, vejam o exemplo de Ananias e Safira em Atos dos Apóstolos 5.1-10, esse exemplo mostra que os desejos dos homens em buscar prazer, sucesso através de seus meios e forças sempre existiram, mas que Deus mostrou que há sim uma forma diferente de ser feliz e de vencer na vida, basta que nos lancemos sobre a graça de Deus e deixemos que Ele nos guie mansamente às águas tranqüilas para que nossas almas possam se sentir refrigeradas.
Você se considera realmente um vencedor? Pense nisso.
Que Deus nos abençoe.
fonte: Descanso da alma
às 14:24
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