Saudosos “Os Trapalhões”

Este grupo fez o imaginário infantil da década de 80, muitos riram com suas piadas engraçadas e um humor irreverente, quatro, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, revolucionaram o humor brasileiro com suas tiradas nas esquetes montadas para todos os domingos as 18:00 da tarde. Todos esperávamos sentados à frente de nossas tvs, ansiosamente por esse grupo, mas que infelizmente acabou, após a morte de dois importantes integrantes (Zacarias e Mussum). Acompanhe um pouco a história dessa maravilhosa trupe e um vídeo para recordar.
Os Trapalhões foi um programa de TV de um grupo de comediantes brasileiros, liderados por Renato Aragão. O programa entrou para o Livro Guinness de Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da TV, tendo 30 anos de exibição.
História
Primórdios
Estreou em 1966 na TV Excelsior de São Paulo com o nome Os Adoráveis Trapalhões. Reunia na sua fórmula quatro tipos: o galã Wanderley Cardoso, o diplomata Ivon Cury, o estourado Ted Boy Marino e o palhaço Renato Aragão, o Didi Mocó, além de Manfried Sant’anna, o Dedé Santana. Com a saída de alguns desses integrantes, e a entrada do sambista participante de Os Originais do Samba Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum e de Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias consolidou-se o grupo que iria mais tarde se tornar um dos quadros mais famosos da TV brasileira.
Na TV Record, o programa conseguia maior audiência em seu horário do que o Fantástico. O programa ainda se instalou na TV Tupi no início dos anos 70, onde passaram a ser chamados Os Trapalhões. E foi para Rede Globo em 1977.
O auge
Em 1977, já na Rede Globo, tinham um programa que era apresentado aos domingos, às 19h, imediatamente antes do Fantástico e tinham a formação de quatro integrantes permanentes, além de atores convidados. O programa também tinha outros atores fixos que não faziam parte do quarteto principal: Tião Macalé (que imortalizou o bordão “Ih! Nojento!”), Jorge Lafond (que satirizava os homossexuais), Emil Rached (o gigante atrapalhado de 2,23m), Carlos Kurt (o alemão de olhos esbugalhados e sempre mau-humorado), Felipe Levy, Roberto Guilherme (o Sargento Pincel), entre outros.
Em 1981, sob direção de Adriano Stuart, Os Trapalhões já tinha um público notoriamente infantil e foi nessa época que o quarteto alcançou grande repercussão, principalmente depois dos sucessos que fizeram no Festival de Berlim. Tanto o público quanto os críticos passaram a ver os quatro integrantes do grupo como os principais representantes nacionais da comédia infanto-juvenil. No mesmo ano o programa exibiu um especial de 15 anos que ficou quase 8 horas no ar, com 11 quadros e uma campanha em favos dos deficientes físicos. Em 1982 o programa ganhava a direção de Osvaldo Loureiro, o público passou a assistir a gravação de alguns quadros no Teatro Fênix (Rio de Janeiro). Em maio de 1983 o programa iniciou uma nova fase com Gracindo Júnior (direção) e Carlos Alberto de Nóbrega (redação). Além dos tradicionais esquetes isolados, as comédias teatrais bastante conhecidas foram adaptadas para o humor do programa. Shows eram gravados mensalmente com a participação do público. Passaram também a ser incluídas gravações externas.
Sob direção de Paulo Araújo em 1984, o quarteto teve uma renovação na linguagem visual para dar uma maior unidade, com a base do cenário sendo branca, mudando a cor apenas dos elementos de cena. Passaram a ser usados pela primeira vez bordões pelo grupo (Acredite, mas não é; Dez, nota dez). Em 1985 os humoristas gravaram uma série de 14 episódios em los Angeles. A partir de 1986, o programa começou a focar mais o público infantil, com quadros direcionados para essa faixa etária e uso dos efeitos especiais. Em agosto do mesmo ano, Carlos Manga passa a dirigir o programa, fazendo quadros mais curtos e interligados um ao outro. Em 1987, após o especial de 20 anos do grupo, ocorre novas mudanças: Maurício Tavares assume a direção e insere quadros inéditos, além de humorísticos musicais (com a presença de cantores convidados). Em 1988 Wilton Franco assume a direção do programa, que ganha shows ao vivo com a participação do público e o público infantil passou a ganhar mais atenção, com brincadeiras, atrações e quadros voltados para esse público.
Sem Mussum e Zacarias
Em 1990, o humorístico estreou sem a presença de Zacarias, que morrera em 18 de março do mesmo ano. Agora a atração se dividia em duas partes: um com atrações musicais e a outra se passava no “Trapa Hotel”. No hotel cada trapalhão tinha uma função: Didi era o secretário-geral, Dedé era o secretário de esportes e lazer e Mussum era o segurança. No mesmo ano fazia a sua estréia no programa o cantor Conrado, que era o galã do grupo e ficou por quatro anos e meio no programa, além da sua atual esposa Andréia Sorvetão. Em 1991, o programa passa por outra reformulação: o rap tomou conta do grupo, que mostrava um bairro típico de qualquer cidade grande, onde aconteciam shows de cantores convidados novos quadros, como a Oficina dos Picaretas e O Filho do Computador.
Em abril de 1992 estreou A Vila Vintém, que mostrava histórias passadas em uma rua de subúrbio, além da Agência Trapa Tudo. Didi era o vagabundo Bonga e acolhia a menina Tininha (Alessandra Aguiar), fugida de um orfanato; Dedé era o dono de uma oficina; Mussum o mordomo de uma casa rica. Em 1993 o programa, dirigido agora por José Lavigne, sofreu grandes mudanças: saída da platéia das gravações e quadro. A nova estrutura foi dividido em duas partes: uma de esquetes e outra com história fixa com Didi e atores. A comédia Nos Cafundós do Brejo se passava na Caatinga nordestina e recebia tratamentos de história em quadrinhos. Após o falecimento de Mussum, em 29 de julho de 1994, o grupo foi desfeito, mas durante algum tempo a Globo exibiu reprises de seus programas. Renato Aragão e Dedé Santana, posteriormente voltaram a atuar na TV, porém sem refazer a dupla.
A briga
Em 1983 houve uma crise entre os componentes do grupo e Renato Aragão, o que resultou na formação do grupo DeMuZa, que realizou, sem a presença de Renato, o filme Atrapalhando a Suate.
Renato Aragão é frequentemente criticado por não prestar auxílio aos familiares dos seus antigos colegas, que passam necessidade. Em 1998, a família de Mussum (que chega a passar fome) entrou com processo na Justiça contra Renato Aragão, pelo direito do artista de dispor sobre a utilização, distribuição e a reprodução de sua obra: os direitos autorais.
Em um comunicado oficial, Renato Aragão declara que sua empresa nunca deixou de cumprir com suas obrigações contratuais com Mussum, na forma determinada pela Justiça, em benefício de seus herdeiros.
Com a família do trapalhão Mauro Gonçalves, o Zacarias, que morreu em 1990, a acusação é diretamente contra a Globo. Em um processo movido em 1998, os familiares do humorista reividincam uma indenização e o pagamento dos direitos autorais do artista pelas retransmissões do programa Os Trapalhões, entre 1995 e 1998. Segundo o processo, no caso de reapresentação do programa, está claro no contrato que o artista teria de receber da Globo 10% do que lhe foi pago pelo mesmo tempo de trabalho.
No último cálculo, o montante solicitado pela família à Globo chegava a R$ 120 milhões.
Em 2004, Renato Aragão acena com uma reconciliação com o outro trapalhão sobrevivente, Dedé Santana, durante o programa Criança Esperança. Críticos disseram que a reconciliação foi jogada de marketing, num momento em que movimentos homossexuais ameaçaram entrar com processo contra Aragão, por difamação e preconceito.
Já no ano de 2005, Dedé Santana se junta a Beto Carrero e cria o programa “Comando Maluco” que atualmente é exibido pelo SBT.
Formação Os Adoráveis Trapalhões
Antônio Renato Aragão(Didi Mocó)
Wanderley Cardoso
Ivon Curi
Ted Boy Marino
Formação Os Trapalhões
Antônio Renato Aragão (Didi Mocó)
Manfried Sant’Anna (Dedé Santana)
Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum)
Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias)
Trapalhões no Cinema
Ver artigo principal: Filmografia dos Trapalhões
O primeiro filme dos Trapalhões foi realizado em 1965 e contava apenas com a dupla Didi e Dedé. Com a formação clássica (que contava ainda com Mussum e Zacarias) foram realizados 23 filmes do perído de 1978 a 1990. Mais de 120 milhões de pessoas já viram filmes dos Trapalhões, sendo que sete filmes estão na lista dos dez mais vistos da história do cinema nacional brasileiro.
Lista
3° lugar - O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão de 1977, com 5,8 milhões de espectadores
5° lugar - Os Saltimbancos Trapalhões de 1981, com 5,2 milhões
6° lugar - Os Trapalhões na Guerra dos Planetas de 1978, com 5,1 milhões
7° lugar - O Cinderelo Trapalhão de 2007, com 5 milhões
8° lugar - Os Trapalhões na Serra Pelada de 1982, com 5 milhões
9° lugar - O Casamento dos Trapalhões de 1988, com 4,8 milhões
10° lugar - Os Vagabundos Trapalhões de 1982, com 4,6 milhões
Alguns Vídeos
Fonte: http://pt.wikipedia.org
Adicionar comentário 15 de Outubro de 2007 às 10:59 admin