Bancários fazem greve de 24 horas nesta sexta; adesão é parcial
28 de Setembro de 2007 às 13:52 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 55

Os bancários de São Paulo, Osasco e região decidiram parar por 24 horas nesta sexta-feira, após rejeitarem em assembléia, realizada nesta quinta-feira (27), reajuste salarial de 4,82% proposto pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Segundo o sindicato, pelo menos 69 agências bancárias no centro da cidade estão fechadas (quase 100%), além de outras na avenida Paulista. O próximo balanço sobre a adesão à greve, que incluirá outras regiões da cidade, sai por volta das 14h. A categoria reúne 420 mil bancários em todo o país, sendo 114 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) informa ainda não ter balanço sobre a paralisação no resto do país. No Rio, segundo o sindicato regional, estão parados funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica. Em Curitiba, 40 endereços, entre agências e centros administrativos, pararam –dos 16 mil que compõem a base, 7 mil estão em greve.
Hoje, os bancários se reúnem com os representantes dos bancos para tentar um novo acordo com a Febraban. O resultado será levado a nova assembléia, agendada para a próxima terça-feira (2). Nesse encontro, os bancários vão decidir se entram em greve por tempo indeterminado a partir da quarta (3).
Os bancários pedem reajuste salarial de 10,3% (que prevê aumento real de 5,5%), PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de dois salários mais valor adicional de R$ 3.500, Piso salarial de R$ 1.628,24, plano de cargos em todos os bancos, pagamento de 14º salário, cesta-alimentação e auxílio-creche de R$ 380.
“Os bancários não abrem mão do aumento real de salário e da valorização dos pisos, da participação nos lucros, da cesta-alimentação e do auxílio-refeição. A responsabilidade desta paralisação é dos bancos, que não apresentaram uma proposta que contemplasse as reivindicações a categoria”, afirmou Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A categoria quer também uma remuneração variável, ou seja, regrar o pagamento e acabar com a cobrança de metas. Assim, segundo o sindicato, os bancários querem uma remuneração complementar de 10% do total das vendas de produtos feitas em cada unidade, distribuído de forma linear para todos, além de 5% da arrecadação com prestação de serviços distribuídos trimestralmente de forma linear a todos os bancários de cada instituição, inclusive aos afastados por licença-saúde.
Fonte: http://www.folha.com.br
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