O filme nacional mais comentado de 2007
21/09/2007
Mario “Fanaticc” Abbade
Tropa de Elite (2007) é o filme nacional mais comentado na mídia nos últimos meses. A discussão, porém, nunca foi em torno de suas qualidades, mas sim sobre as milhares de cópias piratas vendidas pelas esquinas da Cidade Maravilhosa. O consumo em massa ilegal foi praticado por todas as camadas sociais.
Tentando remediar a situação, a assessoria do filme chegou a divulgar que essa versão comercializada nas ruas não era a final. No trailer foi acrescentado a seguinte frase: “o verdadeiro e ainda inédito…”, na tentativa de levar as pessoas ao cinema. Na verdade, o longa sofreu ínfimas alterações. Ganhou uns 4 minutos a mais e os intertítulos foram retirados. Mas isso não justifica desistir de assisti-lo no cinema. A produção deve ser vista na telona até para que as intenções do diretor José Padilha (Ônibus 174) possam ser apreciadas da maneira que foram planejadas. Até porque, por melhor que seja o sistema de doméstico de cada pessoa que assistiu à versão pirata, nada substitui a magia da sala escura.
Independente dessa polêmica fica a dúvida: Tropa de Elite merece uma ida ao cinema por seus méritos artísticos? Sim. O filme é um eletrizante policial de ação, que não deve em nada as produções estrangeiras. Os efeitos especiais foram feitos por Phil Neilson, “importado” diretamente de Hollywood. A trama não perde tempo com firulas e nem flerta com a estética vazia estilo videoclipe de um Cidade de Deus. A narrativa é uma verdadeira porrada seca e monocórdia, tendo como cenário o conflito entre a policia e os traficantes dos morros cariocas.
O roteiro escrito por Bráulio Mantovani, Padilha e Rodrigo Pimentel (ex-oficial do Bope) ainda mescla melodrama com ótimas atuações do elenco. Wagner Moura interpreta seu personagem, o capitão Nascimento, com várias nuances psicológicas. Apesar de ser um soldado indestrutível em combate, fora do conflito medos e dúvidas permeiam sua consciência. Ele agrupa os sentimentos de dois iniciantes da Tropa. Matias representa o cérebro, interpretado de forma contida por André Ramiro. Neto, feito por Caio Junqueira, representa os músculos. Ambos desenvolvem com muita propriedade essas características de suas figuras dramáticas.
A trama acompanha a vida do capitão Nascimento e o dilema de escolher um substituto para comandar sua tropa. Ele está cansado da guerra contra o tráfico que envolve bandidos, policias corruptos da PM e a classe média. Ao mesmo tempo, está esperando seu primeiro filho e quer montar uma família com sua esposa, com a esperança de não ter que conviver diretamente com a violência que é obrigado a participar todos os dias. Encontrar um sucessor será uma tarefa hercúlea dentro da corporação.
Padilha ainda investe em pequenas subtramas para traçar o perfil dos envolvidos direta e indiretamente com o tráfico de drogas. Percebe-se que toda a sociedade está interligada. Uns como causa do problema e outros sofrendo as conseqüências. E talvez esteja ai o calcanhar de Aquiles do filme. Infelizmente, Tropa de Elite exibe conotações sociológicas sustentadas por algo que não passa de filosofia de botequim: Se os jovens riquinhos das universidades não consumissem drogas, não existiria tráfico. Se a PM ganhasse um salário digno e condizente com sua profissão de alto risco, não seriam corruptos. Já os soldados do Bope são retratados como incorruptíveis, os bastiões da integridade. Eles são a única solução dos problemas da criminalidade que assolam o Brasil. Mas a discussão é muito mais séria do que se imagina.
Os mais incomodados irão inclusive acusar o filme de fascista, pela forma que os vilões são tratados. São torturas bárbaras praticadas por homens que deveriam estar protegendo a população. Mas mesmo essas cenas chocantes provocarão uma espécie de catarse em vários espectadores. Para esse grupo o filme serve como vingança pelos o inúmeros crimes sofridos nas mãos dos bandidos. Já que não dá para contar com uma justiça séria e confiável, o jeito é assisti-la sendo praticada sem limites na telona.
Assim, para apreciar Tropa de Elite, o espectador precisa esquecer as discussões sociológicas e filosóficas e embarcar na magia do cinema. Ter em mente que o filme é pura adrenalina com o objetivo de entreter. Uma espécie de 300 tupiniquim que ao final da sessão os mais exaltados terão vontade de se juntar a tropa e gritar: “Caveira!”.
Fonte: http://www.omelete.com.br
21 de Setembro de 2007 às 16:28
admin
Esse era um programa que valia a pena ver, para os que viveram a década de 80 com intensidade, tem boas lembranças desse programa com um humor escrachado, mas inteligente, sem as apelações que temos hoje e ainda com uma crítica bem elaborada com as questões discutidas nesse perído tão marcante para o Brasil.
Vale a pena relembrar alguns episódios deles como o célebre quadro TV Macho, Barbosa, entre outros, isso sem contar com o grande elenco de estrelas que este programa teve.
Outros Vídeos.
TV Pirata - "Tremores de Passion"
TV Pirata: Piada em Debate
às 12:38
admin
Em todo o Brasil, cidades se organizam para divulgar a data e conseguir grande adesão. Mas moradores questionam a falta de boas alternativas de transporte
No próximo sábado (22), comemora-se o Dia Mundial Sem Carro. A data, que soa como um manifesto, tem o intuito de alertar as pessoas para os problemas causados pelo uso massivo
dos automóveis nas grandes cidades.
Como é onde começou
A idéia surgiu inicialmente na Europa, durante a crise do petróleo nos anos 70. Conhecida lá fora como World Carfree Day, a data foi oficialmente instituída em 2000, mas só chegou ao Brasil em 2001, quando 11 cidades brasileiras aderiram à data.
Em São Paulo, a iniciativa começou, ainda sem muita força, em 2005, quando a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente divulgou a causa. Mas, apesar de cair em um sábado, dia em que menos trabalhadores saem às ruas, nunca a data foi tão comentada quando neste ano. Leia mais sobre a história
Nossa São Paulo
Para incentivar a população a participar do movimento, a prefeitura de São Paulo, em parceria com o movimento Nossa São Paulo é Outra Cidade, vai organizar passeios ciclistico na região central da cidade.
Com o mote: “Por um transporte público melhor, por menos poluição, por menos engarrafamentos, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, por cidadania e segurança no trânsito”, a campanha busca voluntários para organizar os passeios, já que não haverá participação da CET.
De manhã, um grupo fará o trajeto Ibirapuera - Parque do Povo - Villa-Lobos e à tarde, outro grupo vai do Conjunto Nacional até o SESC Paulista.
Outras áreas da sociedade também tentarão colaborar com a causa. A TVCultura publicou comunicado oficial informando que “algumas equipes de jornalismo só usarão bicicleta e transporte coletivo para ir ao local de suas reportagens”. A emissora também fará a cobertura de outros esforços feitos pelos paulistanos neste dia.
No resto do Brasil
São Paulo não é a única cidade que está se mobilizando para fazer os moradores deixarem o carro na garagem. Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA) e Belo Horizonte (MG) também terão campanhas no Dia Mundial Sem Carro.
No Rio, onde a frota é de cerca de 1 milhão de veículos, a prefeitura vai promover eventos para incentivar a população a utilizar as ciclovias da cidade.
Em Belém e Belo Horizonte, a bicicleta também será adotada como alternativa de transporte. Passeios ciclísticos e panfletos informativos serão distribuídos nas capitais para alertar e informar a população. Na capital mineira, um concurso também vai eleger a melhor frase sobre a vantagem de se usar bicicleta em ao invés do carro.
Eu colaboro com ou sem campanha
Mesmo antes da campanha, alguns paulistas já bucavam alternativas de transporte, como Diego Vinícius e Souza, 24 anos, que não tem carro por opção.
Duas vezes por semana, Diego, que é engenheiro de software do Yahoo! Brasil vai a pé da estação do metrô Santa Cruz, onde faz academia, até a Vila Olímpia, bairro em que trabalha. Ao todo são 12 km por semana, 6 km por dia, e 1 hora gasta no trajeto.
Diego poderia vir de ônibus ou bicicleta, mas considera a caminhada a melhor opção. “O transporte público tem uma qualidade muito ruim, então eu evito o stress de usá-lo nesses dois dias. Já de bicicleta, o problema é o desrespeito dos motoristas em relação ao ciclista. As calçadas também são bem ruins e na rua você se torna praticamente um alvo”, conta.
Para o engenheiro, andar de carro também é uma questão de consciência ecológica. “Mesmo que seja difícil não ter carro, acho que vale a pena carregar a cruz. O problema de poluição no planeta também é nosso problema, então qualquer coisa que a gente faça para ajudar a resolvê-lo é válida”, conclui.
Diego não é o único que pensa assim. O Engenheiro Civil da Dersa, Pedro Cruz, 29 anos, deixa o carro em casa três vezes por semana para ir ao trabalho de bicicleta. O trajeto realizado por Pedro - que vai no Butatã até o Itaim Bibi - tem pouco mais de 7 km e a bicicleta é a melhor opção.
“Ir trabalhar de bike não é muito fácil. Tem que morar relativamente perto do trabalho e o trajeto não ser muito acidentado, mas eu não sei quanto tempo vou ter que ficar esperando para passar o ônibus, nem quanto tempo ele vai levar para chegar ao meu destino. Não tem boa confiabilidade”, diz.
Na opinião de Pedro, falta incentivo e leis de trânsito que facilitem a vida do cliclista nas grandes cidades. “Falta campanha. Andar de bike não é só uma questão ecológica, é uma questão de espaço urbano. Carro ocupa muito mais espaço que a biclicleta. Acho que com incentivo à adesão a esta prática pode aumentar”, conclui o engenheiro da Dersa.
Outras campanhas
Por aqui, quem não consegue ficar sem carro nem nos finais de semana e mesmo assim quer encontrar um jeito de colaborar para diminuir a poluição do planeta, a rede de postos de gasolina Ipiranga criou o cartão “Carbono Zero”.
De acordo com a empresa, os clientes que possuíram este cartão poderão transformar em árvores a quantidade de gás carbônico que o carro emite ao andar.
Mesmo com as campanhas, ainda falta muito para o país conseguir neutralizar a poluição causada pelos automóveis. Só no Estado de São Paulo, o Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito) contabiliza mais de 4 milhões de carros e mais de 1 milhão entre ônibus, caminhões e motos.
E você, tem uma solução?
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com
às 10:23
admin